Felipe Rigoni fala com exclusividade sobre suas propostas como candidato a deputado federal

Dando sequência as entrevistas com os canditados a deputado federal com raízes em Linhares, hoje estamos trazendo o candidato Felipe Rigoni – PSB, os próximos serão Juninho Buguiu e Cabo Bonandimam – PL.

TB Capixaba – Por que esse desejo de voltar ao Congresso Nacional?

Felipe Rigoni – Quando estive no Congresso, tive a oportunidade de participar de decisões
importantes e de aprovar projetos que melhoraram a vida das pessoas. Fui o
deputado federal mais econômico do Espírito Santo e o que mais atuou em
projetos de lei. Entre eles, a criação do Programa Pé-de-Meia, a relatoria do
projeto de Governo Digital, que veio a criar o Gov.Br, o Marco Legal do
Saneamento Básico, a Lei de Liberdade Econômica e o Marco Legal das
Startups.
Outra coisa que tenho sempre dito é que pela primeira vez na história Linhares
tem a chance de ter um deputado federal, um governador e um prefeito aliados.
Isso é fundamental para atração de investimentos para nossa cidade. Temos
caminhos para chegar lá. Conheço Brasília, conheço o Estado e sei como fazer
isso.

TB Capixaba – Como sua formação política no Movimento Eu Acredito, Eu Sou Livre e
Renova BR lhe ajudaram no mandato?

Felipe Rigoni – Esses movimentos foram fundamentais para formar a minha visão de política.
Eu todos eu aprendi que política não precisa ser feita do jeito que sempre foi
feita. Aprendi a estudar os problemas, ouvir diferentes opiniões, trabalhar com
dados e, principalmente, transformar boas ideias em propostas concretas.
Foi isso que levei para o Congresso. Meu mandato teve muita independência,
muito trabalho técnico e uma preocupação enorme com resultados. Eu não
queria simplesmente apresentar projetos. Queria entender o problema, construir
uma solução e acompanhar para que ela realmente saísse do papel.

TB Capixaba – Durante seu mandato, você trabalhou para que o sal-gema fosse
explorado no ES. O que faltou para seguir em frente?

O Espírito Santo tem uma riqueza mineral enorme e o sal-gema é uma delas.
Durante meu mandato, trabalhei para que o Estado pudesse aproveitar esse

potencial, sempre defendendo que isso fosse feito com segurança,
responsabilidade ambiental e transparência. Foi o nosso mandato que liberou o
Edital para os estudos. Inclusive, uma das empresas já protocolou na ANM o
pedido para a exploração e só está no aguardo da liberação da ANM. O Sal
Gema não parou. Ele segue seguindo o rito para exploração.

TB Capixaba –  Você teve papel fundamental na implantação da poupança estudantil,
hoje conhecida como Pé-de-Meia. Como vê o programa hoje?

Felipe Rigoni – Eu fico muito feliz de ver uma ideia que defendemos e ajudamos a construir
chegar à vida de milhões de estudantes.
A lógica é muito simples: muitos jovens abandonam o Ensino Médio não porque
não querem estudar, mas porque precisam trabalhar ou porque a família não
consegue arcar com os custos de permanecer na escola. A poupança cria um
incentivo financeiro para que esse jovem continue estudando e conclua essa
etapa. Quando criamos o projeto, previmos uma queda na evasão de 34%. Esse
ano saiu o censo e mostrou exatamente isso. A evasão escolar caiu 34%.
Além disso, um estudo do Insper mostrou que o programa pode gerar um
benefício econômico de R$ 184,6 bilhões ao Brasil. É política pública
funcionando de verdade.

TB Capixaba –  Outro projeto seu foi a desburocratização e a Lei 14.534, que instituiu o
CPF como documento único. Como você avalia isso?

Felipe Rigoni – Esse é um bom exemplo de uma mudança simples que pode melhorar muito a
vida das pessoas.
Antes, o cidadão precisava lidar com uma série de documentos, cadastros e
números diferentes. A ideia de usar o CPF como identificação única é
justamente simplificar a relação do cidadão com o Estado.
É menos burocracia, menos papelada e menos tempo perdido.
Eu sempre defendi que o Estado precisa trabalhar para o cidadão, e não o
contrário. Quando conseguimos usar tecnologia e organização para simplificar a
vida das pessoas, estamos fazendo uma política pública que realmente importa.

TB Capixaba –  Hoje o ES vive o dilema do pedágio caro e sem duplicação. O que você
faria como deputado?

Candidato Felipe Rigoni promete lutar contra as altas tarifas do pedágio na BR101 e cobrar agilidade na duplicação da via

Felipe Rigoni – A BR-101 é uma das principais artérias do Espírito Santo. O capixaba não pode
continuar pagando caro por uma estrada que não entrega a infraestrutura que
deveria entregar. Hoje enfrentamos uma dificuldade muito grande para
conseguir o licenciamento ambiental para essa duplicação. Precisamos atuar
junto ao Ibama, para conseguir que isso seja feito. Carrego na bagagem algo
que fiz aqui no Espírito Santo, que foi a melhora do licenciamento ambiental no
Espírito Santo, quando criamos a lei. Melhoramos os processos e tornamos mais
rápido, sem tirar qualquer rigor. Isso é possível fazer a nível nacional e resolver
questões como essa.

TB Capixaba – Como o Espírito Santo pode alavancar o turismo usando recursos da
Embratur?
Felipe Rigoni – O Espírito Santo tem um potencial turístico gigantesco e ainda é pouco
explorado. Temos praias, montanhas, gastronomia, cultura, agroturismo e uma
localização estratégica.
Precisamos usar os recursos e os mecanismos da Embratur para promover o
Espírito Santo dentro e fora do Brasil, mas também precisamos preparar nossos
municípios: melhorar infraestrutura, qualificar os serviços e criar produtos
turísticos.
Turismo não é só lazer. É emprego, renda e desenvolvimento regional. E pode
ser uma das grandes vocações econômicas do Espírito Santo.

TB Capixaba – No seu mandato você organizou uma seleção para o gabinete. Se for
eleito, será da mesma forma?

Felipe Rigoni – Com certeza. Eu acredito que mandato público precisa ser tratado com uma
equipe profissional.
No meu primeiro mandato, fiz um processo seletivo porque queria encontrar
pessoas competentes, preparadas e comprometidas com o trabalho. E tenho
muitas dessas pessoas comigo até hoje e que vão continuar. Para novas vagas,
também penso em fazer processo seletivo.

Eu quero um gabinete técnico, diverso e preparado para enfrentar os problemas
do Espírito Santo. Política pode até abrir a porta, mas é a competência que
precisa definir quem fica dentro.

TB Capixaba –  Como irá trabalhar, em seu mandato, as questões de inclusão?

Felipe Rigoni – Inclusão, para mim, não pode ser apenas discurso. Precisa estar presente nas
políticas públicas e na forma como o Estado funciona.
Eu sei, pela minha própria história, que muitas vezes a maior barreira que uma
pessoa com deficiência enfrenta não está na sua capacidade, mas na falta de
acessibilidade e nas oportunidades que não são oferecidas.
No Congresso, quero continuar trabalhando para que pessoas com deficiência
tenham mais autonomia, acesso à educação, ao mercado de trabalho, à
tecnologia e aos serviços públicos. Vou lutar pela aprovação da avaliação
biopsicossocial e buscar cada vez mais recursos relacionados à inclusão. Fiz
isso no meu primeiro mandato com recursos destinados para Apae, Pestalozzi,
para o estudo de doenças raras e tantas outras ações.

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